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25 JUL 2013
A água de Abrantes em livro
Por Jornal Abarca

Foi editado recentemente pelo Município de Abrantes - Serviços Municipalizados, a obra Memórias da Água de Abrantes: Contributos para a História dos SMA, da autoria de Pina da Costa, que desde 2010 e até há pouco tempo foi administrador executivo dos Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA).

Num tempo em que questões fraturantes no que concerne à gestão da água estão na ordem do dia, quando se fazem ouvir inúmeras vozes contra a sua privatização, nomeadamente da Associação Nacional de Municípios, Pina da Costa faz uma recolha bastante completa daquele que foi o percurso dos Serviços Municipalizados abrantinos.A ação principal dos SMA, ainda que tenha desenvolvido e desenvolva outras, faz-se sobretudo em torno do fornecimento de água às populações e, também aqui, para que se compreenda o presente é necessário conhecer o percurso que nos trouxe até onde estamos.

De acordo com o autor, a sua ideia inicial era compilar alguma informação para, quando se comemoravam 85 anos dos SMA (janeiro de 2013) homenagear os colaboradores destes serviços. Porém, de acordo com o próprio, foi tanta a informação reunida (nos SMA, no Arquivo Municipal Eduardo Campos e através de depoimentos orais), que a obra cresceu e acabou por ultrapassar as 200 páginas. Depois da introdução e dos capítulos iniciais de enquadramento, um dos quais se intitula “O eterno problema do financiamento”, Pina da Costa faz uma análise histórica dos SMA, não apenas no domínio da água, mas também da eletricidade, do saneamento, das instalações e do pessoal. Aqui são apresentados dados muito curiosos, e também imagens, nomeadamente da eletrobomba que elevava a água da Central de Vale de Rãs (inaugurada em 1891) para a vila/cidade ou da máquina a vapor para produção de energia elétrica destinada ao fornecimento de Abrantes e Alferrarede.

Posto isto, avança-se para a caracterização dos sistemas de abastecimento por freguesia. Pina da Costa efetua, por cada um deles, para além da síntese das características básicas atuais, uma abordagem da forma como evoluiu ao longo dos anos, destacando as datas mais significativas. Faz acompanhar estes elementos de várias fotografias, que divulgam fontanários e projetos de distribuição de diferentes épocas.

O livro encerra, antes da Bibliografia, com um conjunto de testemunhos de personalidades que têm obrigação de possuir um conhecimento aprofundado dos SMA, nomeadamente dos vários Presidentes da Câmara Municipal de Abrantes desde o 25 de Abril de 1974.

Trata-se, pois, de um livro de História a que o próprio autor reconhece que faltarão alguns elementos. Numa primeira análise, porque valorizo a História com as pessoas dentro dela, acompanhadas das suas manifestações sociais, creio que há um filão que urge explorar e que aqui ficou escondido: a festa! Água, em especial nos meios rurais, é e foi festa. Em qualquer lugarejo deste concelho, a grande festa que os mais velhos ainda recordam é a da inauguração dos fontanários. Também as festas em torno dos santos populares se faziam junto das fontes públicas, que eram limpas, caiadas e enfeitadas pelas populações. Ainda há trinta anos era assim. 

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