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31 JAN 2014
Barquinha: "Território comum - Imagens do Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa, 1955-1957"
Por Jornal Abarca

A Escola Ciência Viva de Vila Nova da Barquinha vai acolher, de 8 de fevereiro a 25 de maio, a exposição de fotografia “Território comum - Imagens do Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa, 1955-1957”. Esta é a primeira mostra da colecção que reúne 100 revelações do espólio da Ordem dos Arquitectos, cujo levantamento fotográfico foi coordenado por Francisco Keil do Amaral, dando origem em 1961 à publicação “Arquitectura Popular em Portugal”.

Trata-se mais uma iniciativa resultante da parceria do Município de Vila Nova da Barquinha com a Fundação EDP, no âmbito do Parque de Escultura Contemporânea Almourol.

A exposição tem entrada livre e pode ser visitada de terça a sexta-feira das 10:00 às 16:30 e aos fins-de-semana e feriados das 14:30 às 16:30 (entrada pelo lado poente da Escola Ciência Viva).

Entre 1955 e 1957 o então Sindicato Nacional dos Arquitectos levou a cabo um levantamento denominado “Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa”. Sob a coordenação do arquitecto Francisco Keil do Amaral 18 arquitectos realizaram cerca de dez mil fotografias. Contudo, apenas uma pequena parcela foi reproduzida na já célebre publicação A Arquitectura Popular em Portugal, de 1961, uma obra fundamental na sedimentação de um certo imaginário do território português.

Em 2011, a Ordem dos Arquitectos (OA) assinalou os 50 anos da primeira edição através duma iniciativa, que possibilitou uma maior e melhor divulgação desta sua coleção. Foram classificadas, tratadas e digitalizadas as imagens pertencentes ao espólio original e colocadas on-line (www.oapix.org.pt), dando visibilidade pública a muitas fotografias que nunca foram incluídas nas quatro edições do livro.

Sem as limitações conceptuais e funcionais que orientaram a organização do livro “A Arquitectura Popular em Portugal”, esta exposição que resulta de uma parceria da Fundação EDP com a OA, composta por uma selecção de 100 novas impressões fotográficas, propõe uma nova e mais abrangente incursão por esse imenso e extraordinário espólio fotográfico. Propomos uma exposição de fotografia que vai muito para além de uma exposição de fotografias de arquitectura, com a plena convicção de que o valor inestimável deste espólio reside precisamente na riqueza temática e estética de uma colecção de imagens que se distingue por uma articulação produtiva e inovadora entre o esforço de documentação das feições vernaculares de um país e as possibilidades estéticas e plásticas inerentes à representação fotográfica.

Se o IARP colocou a ênfase na análise da arquitectura, esta exposição coloca a ênfase no olhar sobre a arquitectura que desponta e que é legitimado neste projecto, com a convicção de que a motivação por uma nova abordagem da arquitectura implicou necessariamente uma renovada atitude perceptiva, que explorou as oportunidades de um território comum entre a arquitectura e a fotografia, em que a espontaneidade e intuição da arquitectura popular encontram a justa correspondência na espontaneidade e intuição da representação fotográfica. E o resultado não poderia ter sido mais arrebatador: uma visão que aglutina e cruza tempos e origens históricas, que procura as marcas e os gestos que moldaram a face identitária deste território singular, a agreste finisterra atlântica da mais ocidental das penínsulas mediterrânicas da Europa.
 

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