Simone de Oliveira, 83 anos, anunciou no programa "Era o que faltava", da Rádio Comercial, que está a preparar o último concerto da carreira para este ano no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Será um espectáculo "com uma orquestra grande", disse em declarações a Ana Martins e Rui Maria Pêgo. "Vamos acabar com chave de ouro", desejou, explicando que prefere acabar sem "terem pena de mim".
A cantora explica que "não me apetece mais" e que apenas quer ser recordada "como mulher que viveu, que riu, que sofreu e que viveu até ao fim com dignidade e cabeça levantada". É uma das figuras maiores da música de intervenção mas explica que "nasci livre, não foi preciso o 25 de Abril para mim, eu já nasci livre".
Simone de Oliveira nasceu a 11 de Fevereiro de 1938 e destaca-se na música e representação. Venceu o Festival RTP da Canção em 1965, com a canção "Sol de Inverno", e em 1969, com a inesquecível "Desfolhada Portuguesa". É, também, um símbolo da luta contra o cancro da mama, tendo sobrevivido à doença por duas vezes, em 1988 e 2007. Na representação fez parte do elenco de programas como Passerelle, Cabaret ou Roseira Brava. É, indubitavelmente, um dos nomes mais queridos da música em Portugal.
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