No Entroncamento, falar de José David da Silva Ribeiro é falar de alguém que a maioria da população reconhece e considera, e por múltiplas razões. É um ativista, homem que inspira pelo seu carácter, e impressiona pela abnegação e sentido de justiça, o mesmo que o levou a ser comunista, ainda em criança, por ver tanta falta dela.
"Nasci ligado aos comboios, o meu pai era ferroviário, vivia nas traseiras da estação do Entroncamento, era louco por comboios, queria ser chefe de estação e tenho um carinho especial por este mundo”, confessa David Ribeiro, que durante 32 anos lhe dedicou a profissão.
Em 2013, o ex-sindicalista coordenou e foi o rosto no terreno de uma ação de protesto, envolvendo 2000 pessoas a barrar os comboios, contra a retirada de algumas concessões e direitos aos ferroviários e ex-ferroviários por parte do Governo. Os comboios tiveram de parar em várias das principais estações do país. “Tudo foi feito com segurança, cumprindo as regras, e recuperámos os nossos direitos, como os passes para andar de comboio”, recorda. (...)
"Em criança, lá em casa, em Vilar Formoso, eu era o único sportinguista, e ouvia com muita paixão os relatos dos jogos, lembro-me do relatador a descrever as jogadas do Jesus Correia, do Peyroteo, do Travassos e dos Cinco Violinos, do Lúcio, que tinha a alcunha de “Pé Canhão”, do Osvaldo Silva e do Mascarenhas - mais tarde, na década de 70, houve o Hector Yazalde, o “Chirola” -, e sentia um amor e um carinho muito grande pelo meu clube”, recorda David Ribeiro, notando que “ser sportinguista é ser diferente, somos fiéis e temos princípios, temos uma paixão, e o clube galvaniza-nos, muito dificilmente outros resistiriam tanto tempo sem ganhar nada como nós…” (...)
Poderá ler a entrevista completa na edição em papel do Jornal Abarca, disponível nos postos de venda habituais.