Em Julho de 2020, na fase mais negra da economia nas últimas décadas, decidiu assumir o cargo de Presidente da NERSANT. Aos 70 anos, mostra-se cada vez mais preparado para os desafios que a vida lhe propõe. Domingos Chambel recorda ainda as dificuldades que passou até chegar ao topo.
O fim das moratórias em Setembro pode trazer consequências graves?
Sim. Quando o Governo decidiu, e bem, suspender as moratórias, nós entendemos que só fariam sentido voltar ao compromisso das empresas de acordo com o andamento económico das suas produções e facturações. Não me parece que a economia tenha neste momento condições de começar a cumprir moratórias quando a crise ainda não está, nem de perto, nem de longe, ultrapassada. Não há sustentabilidade financeira para assumir compromissos desta natureza.
Alguma vez imaginou, naqueles tempos em que trabalhava nas Fundições e na Metalúrgica, chegar onde chegou?
Sou uma pessoa ambiciosa e gosto de me rodear de pessoas ambiciosas, que perguntem e tenham interesse em ter conhecimento, saber o porquê das coisas. Nunca pensei em construir tanto, mas não fui só eu. Foi com gente capaz, boas equipas, pessoas trabalhadoras, honestas e altamente interessadas. São essas pessoas que tenho valorizado durante toda a vida. Há gente a trabalhar comigo há mais de 30 anos, bons trabalhadores que estimo muito.
Poderá ler a entrevista completa na edição em papel do Jornal Abarca, disponível nos postos de venda habituais.